DISCURSO DIRECTO

27 outubro, 2008

Já só faltam 8 dias

A oito dias das eleições presidenciais norte-americanas, Barack Obama está claramente à frente do senador republicano John McCain nas intenções de voto expressas nas várias sondagens e tracking polls (a vantagem média situa-se agora nos 7,6%, sendo que Obama regista valores próximos dos 50%, enquanto McCain se fica pelos 42,8%).

Não obstante o bom desempenho que revelou no último debate, McCain não consegue descolar nas sondagens e inverter uma tendência que está cada vez mais consolidada, para o que muito tem contribuído quer a “herança” republicana de George W. Bush, quer o autêntico “foguetório” de casos que envolvem a sua candidata à vice-presidência Sarah Palin.

Na verdade, o candidato democrata já lidera os estudos de opinião nos swing states mais importantes: na Florida (27 eleitores presidenciais) e na Carolina do Norte (15), Obama tem uma ligeira vantagem média de 1,9% e 1,5%, respectivamente, enquanto que no Ohio (20), a vantagem face a McCain é de 6%. Por seu turno, o candidato republicano apenas se destaca no swing state da Geórgia, onde lidera com 5,3% das intenções de voto.


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15 outubro, 2008

Obama: a caminho da vitória

A poucas horas do último debate entre os candidatos à presidência dos EUA [que poderá assistir na SIC Notícias – com tradução simultânea – ou na CNN, a partir das 02.00 horas], Barack Obama surge com clara vantagem nas várias sondagens realizadas nos últimos dias.

O candidato democrata lidera os estudos de opinião com uma vantagem média de 8% face ao senador John McCain, que apenas consegue 42,1% das intenções de voto.

A confirmar-se a tendência de voto expressa nas sondagens realizadas, bem como o histórico eleitoral de cada Estado, Obama já terá garantido a eleição de 238 eleitores presidenciais, enquanto que o republicano McCain apenas tem o conforto de 140 eleitores presidenciais (recorde-se que, para ser eleito presidente dos EUA, o candidato vencedor precisa de reunir, pelo menos, 270 votos no Colégio Eleitoral).

Neste momento, o candidato democrata lidera as sondagens nos seguintes Estados: Oregon (7 eleitores presidenciais), Califórnia (55), Hawai (4), Iowa (7), Wisconsin (10), Illinois (21), Michigan (17), Vermont (3), New Hampshire (4), Maine (4), New York (31), Pennsylvania (21), Massachusetts (12), Rhode Island (4), Connecticut (7), New Jersey (15), Delaware (3), Maryland (10) e District of Columbia (3).

Por seu turno, o republicano McCain conta com os Estados do Alaska (3 eleitores presidenciais), Idaho (4), Utah (5), Arizona (10), Montana (3), Wyoming (3), South Dakota (3), Nebraska (5), Kansas (6), Oklahoma (7), Texas (34), Arkansas (6), Louisiana (9), Mississippi (6), Alabama (9), Tennessee (11), Kentucky (8) e South Carolina (8).

Nos chamados swing states, isto é, Estados em que o sentido de voto muda de eleição para eleição (ora votam no candidato democrata, ora votam no candidato republicano), Barack Obama poderá vencer nos Estados de Washington (11 eleitores presidenciais), Colorado (9), New México (5), Minnesota (10), Florida (27) e Virgínia (13). John McCain tem vantagem nas sondagens do North Dakota (3 eleitores presidenciais) e Geórgia (15). Existe empate técnico entre ambos os candidatos nos estudos de opinião referentes aos Estados de North Carolina (15 eleitores presidenciais), West Virgínia (5), Ohio (20), Indiana (11), Missouri (11) e Nevada (5).

Donde, e salvo alguma surpresa (como o chamado “efeito Bradley”), Barack Obama está cada vez mais próximo de ser o novo presidente dos EUA.

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02 outubro, 2008

Obama avança nas sondagens

Após o primeiro debate entre Barack Obama e John McCain, o candidato democrata tem conseguido aumentar dia-a-dia a sua vantagem média nas sondagens nacionais.

Ontem, Obama já liderava as sondagens com 48,9% das intenções de voto, enquanto que o senador do Arizona se ficava pelos 43,6%.

Recorde-se que para ser eleito presidente dos EUA, Obama ou McCain precisam de obter, pelo menos, 270 votos no Colégio Eleitoral, órgão constituído pelos chamados eleitores presidenciais, que são eleitos no próximo dia 4 de Novembro.

Na verdade, a eleição presidencial norte-americana é uma eleição indirecta: primeiro, os eleitores escolhem os eleitores presidenciais que se comprometem a votar nos candidatos do seu partido à presidência e à vice-presidência; depois, na segunda-feira a seguir à segunda quarta-feira de Dezembro – é esta a expressão que consta das regras eleitorais norte-americanas – os eleitores presidenciais votam para o presidente e vice-presidente dos EUA, momento em que estes são efectivamente eleitos.

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29 setembro, 2008

McCain ao ataque

Depois do debate de sexta-feira, que foi morno e no qual ambos os candidatos jogaram à defesa, o senador republicano John McCain lançou este fantástico anúncio eleitoral…


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26 setembro, 2008

Sobe e Desce

No último post que publiquei sobre a corrida à Casa Branca (em 01/07/2008), Barack Obama liderava as sondagens nacionais com uma vantagem média de 5,9% face ao republicano John McCain.

Esta posição do candidato democrata viria a fragilizar-se ao longo do mês de Agosto. Na véspera da Convenção Nacional Democrata (25/28 de Agosto), ambos os candidatos registavam nos diversos estudos de opinião uma situação de empate técnico (a vantagem de Barack Obama era inferior a 2%).

Com a Convenção Democrata, Obama recuperou a liderança das sondagens nacionais. A 2 de Setembro, ou seja, já no decorrer da Convenção Nacional Republicana, Barack Obama registava uma diferença média de 6,4% perante McCain, que apenas conseguia reunir 42,8% das intenções de voto.

Após a Convenção Republicana, John McCain conseguiu inverter fortemente a tendência dos estudos de opinião. Durante 10 dias (entre 7 e 17 de Setembro), o republicano assegurou a liderança das sondagens nacionais, o que causou perplexidade e preocupação na candidatura democrata. Muito deste sucesso (aparente) de McCain nas sondagens resultou da forte exposição mediática provocada pela escolha de Sarah Palin [na foto] como sua candidata a vice-presidente.

A governadora do Alasca revelou-se um ás de trunfo para John McCain, pois conseguiu garantir o apoio dos sectores mais conservadores do Partido Republicano e abria, assim, as portas para um combate eleitoral em torno dos “valores sociais” (recordo que tal base social de apoio e estratégia política foram essenciais nas sucessivas vitórias eleitorais dos republicanos durante o consulado de George W. Bush).

Contudo, a falência do banco de investimento Lehman Brothers, a apressada compra da Merril Lynch pelo Bank of America, a perspectiva do colapso do American Insurance Group (AIG), a decisão da Reserva Federal sobre as taxas de juro - ao fim e ao cabo, a crise financeira que se instalou nos Estados Unidos -, voltou a recentrar a campanha eleitoral.

Ao contrário do que se chegou a pensar nas primeiras semanas de Setembro, a campanha não deverá ser marcada pelas chamadas “guerras culturais” em tornos de questões como o aborto, o casamento de homossexuais, o direito à posse de armas ou ao ensino das teorias criacionistas.

A “questão número um” desta corrida presidencial é a Economia. E sendo assim não é de estranhar que, nos últimos dias, Barack Obama tenha reconquistado a vantagem que detinha nas sondagens nacionais, tanto mais que McCain é visto como um “prolongamento” da Administração Bush.

Na verdade, quando se iniciar o primeiro debate presidencial desta campanha (que se realiza mais logo), Obama leva consigo uma vantagem média de 4% nos estudos de opinião e tracking pools hoje publicados.

Contudo, até à eleição do dia 4 de Novembro tudo pode ainda mudar, nomeadamente, porque existem outros factores que são decisivos numa eleição presidencial norte-americana, como a composição do Colégio Eleitoral. Mas, tal terá de ser assunto para outro post


Nota:
Para aceder a mais dados sobre as diversas sondagens e tracking pools sugiro a visita ao site
Real Clear Politics.

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01 julho, 2008

Obama lidera sondagens

Enquanto John McCain e Barack Obama continuam à procura de vice-presidentes para os respectivos tickets eleitorais, as sondagens já indiciam uma vantagem do candidato democrata para as eleições do próximo dia 4 de Novembro.

A sondagem da Gallup coloca Obama com 47% de intenções de voto, enquanto McCain regista 42%.

O Instituto Rasmussen também dá uma vantagem de 5% ao candidato democrata: Obama 49%, McCain 44%.

O estudo de opinião publicado pela Time não difere dos anteriores: Obama obtém 47% e McCain 43% das intenções de voto.


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09 junho, 2008

Hillary apoia Obama

Hillary Clinton retirou-se da corrida à nomeação democrata e apoiou formalmente Barack Obama.

Definidos que estão os candidatos presidenciais pelo Partido Democrata e pelo Partido Republicano, o Discurso Directo passa a ter apenas os links para os sites de campanha oficiais de Barack Obama e de John McCain, bem como para o site The Living Room Candidate (onde poderá encontrar informação e vídeos diversos sobre as campanhas eleitorais realizadas para a presidência dos EUA entre 1952 e 2004).

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05 junho, 2008

Hillary reconhece derrota

Este sábado, Hillary Clinton deverá anunciar a sua desistência da corrida à nomeação democrata.

Resta agora saber se Hillary vai ou não apoiar formalmente a candidatura de Barack Obama e se concorre ao lado deste como candidata à vice-presidência dos EUA.

Entretanto, o antigo presidente dos EUA, Jimmy Carter, anunciou o seu apoio a Obama.

Uma nota final:

Nas “primárias” de 2008, os principais front-runners do Partido Democrata e do Partido Republicano foram derrotados por candidatos que, há um ano, praticamente não tinham expressão nas várias sondagens e estudos de opinião norte-americanos.

No campo republicano, o favorito Rudy Giuliani afastou-se da corrida após a derrota na “super-tuesday” e a vitória coube ao senador do Arizona, John McCain, que no Verão passado se encontrava em sérias dificuldades para prosseguir com a sua candidatura.

No Partido Democrata, a super-favorita Hillary Clinton foi derrotada por um Barack Obama fulgurante e sem grandes apoios na “máquina partidária” democrata.

A inversão daquilo que poderia ser o desfecho “natural” deste processo de “primárias” resulta em muito do longo período de campanha eleitoral e das várias eleições que se realizaram desde Janeiro, o que permitiu criar dinâmicas sócio-políticas que potenciaram o crescimento eleitoral dos candidatos que conseguiram vencer.

Ao fim e ao cabo, confirmou-se uma velha regra política: em Democracia, não há vencedores antecipados.

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04 junho, 2008

Making History

No início da semana, a direcção nacional do Partido Democrata decidiu aceitar parcialmente os resultados das “eleições primárias” realizadas nos Estados do Michigan e da Florida em 15 e 29 de Janeiro, respectivamente. Assim, cada delegado da Florida e do Michigan terá apenas direito a meio voto na Convenção Nacional Democrata.

A inclusão de representantes daqueles Estados aumentou o número de delegados que compõem a Convenção Nacional, pelo que o “número mágico” para qualquer candidato conseguir a nomeação presidencial passou de 2025 para 2118 delegados.

Na sequência da referida decisão e dos resultados eleitorais que obteve nas “primárias” desta semana (Porto Rico, Montana e Dakota do Sul), Barack Obama atingiu o número de delegados suficientes para garantir a sua investidura como candidato democrata.

Apesar de Hillary Clinton ter vencido as “primárias” do Porto Rico (com 68%) e do Dakota do Sul (com 55%), a verdade é que, com a distribuição proporcional dos delegados eleitos, Obama assegurou a eleição de delegados que lhe permitiram ultrapassar o novo “número mágico”.

Assim, Obama chega à Convenção Nacional com 2154 delegados (389 super-delegados) e Hillary apenas com 1919 delegados (282 super-delegados).

Duas notas finais:

Este processo de “primárias” no Partido Democrata foi dos mais disputados e incertos de sempre, tendo atingido níveis históricos de participação eleitoral e de gastos com a campanha eleitoral (calcula-se que as “máquinas eleitorais” de Obama e Hillary terão despendido cerca de 450 milhões de dólares).

Por fim, quer se queira, quer não, depois dos resultados eleitorais de ontem, o advogado e senador do Illinois, Barack Obama, transformou-se no primeiro homem negro da história dos Estados Unidos da América a vencer umas “eleições primárias” e a concorrer à Presidência.

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21 maio, 2008

Obama: a caminho da presidência

Hillary Clinton venceu ontem as “eleições primárias” do Kentucky com 65% dos votos, tendo eleito 40 delegados à Convenção Democrata. Barack Obama apenas obteve 30% e elegeu 16 delegados.

No Estado do Oregon, a vitória coube a Obama com 58% dos votos (28 delegados). Hillary conseguiu o apoio de 42% dos votantes (19 delegados).

Ou seja, Barack Obama continua a liderar o número de delegados à Convenção Nacional Democrata, que se realiza em Denver, nos dias 25/28 de Agosto.

Neste momento, de acordo com o Washington Post, Obama conta com 1956 delegados (307 super-delegados) e Hillary com 1776 delegados (279 super-delegados).

A nomeação conquista-se com 2025 delegados e até à Convenção ainda vão realizar-se 3 “eleições primárias”: Montana, Dakota do Sul e Porto Rico.

Mas, Obama já tem praticamente garantida a sua nomeação como candidato presidencial democrata, quer pelas razões já expostas no meu post de 7 de Maio, quer pelo facto de ter recebido esta semana o apoio formal do ex-candidato John Edwards (cujos delegados vão transferir-se para o campo do senador do Illinois).

Assim, salvo alguma surpresa inesperada, o sucessor de George W. Bush chamar-se-á John McCain ou Barack Obama.

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14 maio, 2008

Hillary ganha West Virginia

A ex-primeira-dama Hillary Clinton venceu ontem as “primárias” no Estado da West Virgínia, conquistando 67% dos votos, numas eleições em que participaram cerca de 350 mil votantes.

Na contagem de “espingardas” para a Convenção Nacional Democrata, Barack Obama continua a liderar com 1871 delegados (281 super-delegados), sendo que Hillary apenas tem 1697 delegados (271 super-delegados).

As próximas “primárias” realizam-se nos Estados do Oregon e do Kentucky (20 de Maio), nas quais estão em causa a eleição de 103 delegados democratas.

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07 maio, 2008

Primárias Democratas sem supresas

As “primárias” democratas ontem realizadas nos Estados da Carolina do Norte e do Indiana não trouxeram quaisquer surpresas face às várias sondagens publicadas.

Assim, na Carolina do Norte, a vitória coube a Barack Obama com 56% dos votos (elegeu 63 delegados à Convenção Nacional). Por seu turno, Hillary Clinton apenas recolheu 42% dos votos e conseguiu fazer eleger 47 delegados. Destaco que a média dos últimos estudos de opinião apontavam para uma supremacia de Obama na ordem dos 8%, sendo que os resultados eleitorais revelaram uma vantagem de 14%!

No Indiana, Hillary venceu Obama por apenas 22 mil votos, numas “primárias” em que participaram 1.260.000 eleitores. A senadora de Nova Iorque conquistou 51% dos votos (37 delegados eleitos) e o senador do Illinois obteve 49% (33 delegados).

Ou seja, feitas as contas, a corrida à nomeação democrata continua na mesma: nenhum dos candidatos tem 2025 delegados eleitos à Convenção Nacional Democrata (número mágico que garante a nomeação) e Barack Obama continua a ser o candidato que ganhou em maior número de Estados, tem mais delegados eleitos e conquistou o maior número de votos nas várias “eleições primárias” e caucus.

As próximas “primárias” são em West Virgínia, no dia 13 de Maio, nas quais estarão em disputa 28 delegados à Convenção de Denver.

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24 abril, 2008

Hillary vence na Pennsylvania

Nas “primárias” do Estado da Pennsylvania, Hillary Clinton derrotou Barack Obama por uma diferença de 10% (55% vs. 45%), numas eleições que mobilizaram cerca de 2,3 milhões de votantes.

Face aos dados de algumas sondagens (que chegaram a prever uma vitória de Hillary por uma margem superior a 20%), este resultado eleitoral não pode ser considerado como espectacular ou clarificador, mas é suficiente para que a ex-primeira-dama prossiga a sua corrida à nomeação democrata, pois demonstrou que consegue vencer nos Estados mais populosos (vg. Texas e Ohio), o que poderá ser decisivo no confronto com o senador republicano John McCain.

Este será, concerteza, um argumento que Hillary vai lançar para tentar convencer os denominados “super-delegados”, que serão decisivos na Convenção Nacional de Denver, pois nenhum dos candidatos à investidura democrata conseguirá alcançar nas “primárias” o número mágico de 2025 delegados.

Por seu turno, Barack Obama aposta na sua força mediática e nas sucessivas vitórias eleitorais: é o candidato que ganhou em maior número de Estados, tem mais delegados eleitos e conquistou o maior número de votos nas várias “eleições primárias” e caucus. E este também é um forte argumento para convencer os “super-delegados” ainda indecisos.

Por isso, reafirmo o que já aqui escrevi: “Perante estes dados, parece improvável que Hillary Clinton consiga uma vitória absoluta na Pennsylvania. E a ser assim, Barack Obama está cada vez mais próximo de conquistar a investidura democrata às eleições presidenciais de 4 de Novembro”.

As próximas “primárias” democratas realizam-se em Guam, no dia 3 de Maio, e nos Estados da Carolina do Norte e do Indiana, no dia 6 de Maio.

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21 abril, 2008

Super-Delegados

Na véspera do embate eleitoral da Pennsylvania, cujas sondagens dão uma ligeira vantagem à ex-primeira-dama, Barack Obama recebeu o apoio formal de mais um super-delegado à Convenção Democrata: o senador do Ohio, Enid Goubeaux.

Assim, Obama passa a contar com 234 super-delegados e Hillary Clinton com 258.

Para conhecer os super-delegados de cada candidato, clique aqui [Obama] ou aqui [Hillary].

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08 abril, 2008

A escolha do n.º 2

No campo republicano, o senador John McCain continua as consultas para escolher o seu candidato a vice-presidente. Tim Pawlenty (Governador do Minnesota), Condoleezza Rice (Secretária de Estado da Administração Bush) e Mitt Romney (que desistiu da corrida à nomeação republicana) são alguns da lista de 20 nomes que a campanha de McCain está a trabalhar.

A escolha do n.º 2 do ticket republicano é uma questão prioritária e essencial, pois, caso seja eleito, McCain tomará posse como presidente dos EUA com a singela idade de 72 anos, situação que aumenta as probabilidades de uma substituição no decurso do mandato presidencial.

Entretanto, o antigo presidente da Reserva Federal norte-americana, Alan Greenspan, formalizou o seu apoio à candidatura de John McCain.

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03 abril, 2008

Pennsylvania: Obama já lidera sondagens

Numa altura em que se sucedem os apelos públicos para que Hillary Clinton desista da corrida à nomeação presidencial democrata e em que o próprio líder do Partido Democrata, Howard Dean, exige que o processo de escolha do candidato à presidência dos EUA tem de estar concluído no próximo mês de Junho, as últimas sondagens publicadas sobre as “eleições primárias” no Estado da Pennsylvania (que se realizam a 22 de Abril) indicam uma queda nas intenções de voto na ex-primeira-dama e uma clara subida de Barack Obama, contrariando assim as tendências de voto sucessivamente reveladas desde Janeiro pelos vários estudos de opinião.

A sondagem da Rasmussen Reports já revela uma diferença de apenas 5% entre ambos os candidatos: Hillary 47%, Obama 42%.

Por seu turno, o estudo da Public Policy Polling coloca o senador do Illinois com uma ligeira vantagem sobre a senadora de Nova Iorque: Obama 45%, Hillary 43%.

Recordo que a anterior sondagem da Public Policy Polling (datada de 17 de Março), a exemplo de outros estudos de opinião, perspectivava uma vitória avassaladora de Hillary Clinton por uma diferença superior a 25% (nessa altura Obama recolhia apenas 30% das intenções de voto).

Na verdade, o último estudo da Public Policy Polling é a primeira sondagem que aponta para uma possível vitória de Barack Obama no Estado da Pennsylvania.

Perante estes dados, parece improvável que Hillary Clinton consiga uma vitória absoluta na Pennsylvania. E a ser assim, Barack Obama está cada vez mais próximo de conquistar a investidura democrata às eleições presidenciais de 4 de Novembro.

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12 março, 2008

Obama vence no Mississippi

Barack Obama venceu ontem as “primárias” do Mississippi com 61% dos votos e averbou, assim, a sua 30.ª vitória eleitoral na corrida à nomeação presidencial democrata.

As próximas “primárias” decorrem no Estado da Pennsylvania (22 de Abril), onde Hillary Clinton vai jogar forte, tanto mais que foi aqui que viveu a sua infância.

Aliás, as últimas sondagens revelam uma clara supremacia nas intenções de voto por parte da ex-primeira-dama.

Por exemplo, o estudo de opinião da SurveyUsa regista 55% para Hillary e apenas 36% para Obama.

Assim, e tendo em conta o número de delegados a eleger (187), Hillary Clinton ainda poderá inverter a diferença que a separa de Obama se conseguir uma vitória absoluta na Pennsylvania.

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09 março, 2008

Confusão democrata, clarificação republicana

Nas “eleições primárias” democratas da última 3.ª feira, Hillary Clinton ganhou um novo fôlego ao vencer nos Estados de Rhode Island, Ohio e Texas. Nesse dia, o senador do Illinois, Barack Obama, apenas conquistou o Estado do Vermont.

Contudo, ontem, no caucus do Estado do Wyoming, Obama voltou a superar Hillary Clinton, obtendo 61% dos votos.

Neste momento, em que ainda faltam realizar “eleições primárias” em 10 Estados, Obama lidera a corrida à nomeação presidencial com 1576 delegados, contando a ex-primeira-dama com 1462 delegados [fonte: Washington Post].

Recorde-se que para receberem a investidura democrata, Obama ou Hillary têm de conseguir eleger, pelo menos, 2025 delegados à Convenção Nacional de Denver.

Os próximos actos eleitorais democratas realizam-se nos Estados do Mississippi (11 de Março) e da Pennsylvania (22 de Abril), nos quais estão em disputa, respectivamente, 40 e 187 delegados.


Se no campo democrata tudo continua em aberto, no Partido Republicano o processo de escolha do candidato presidencial às eleições nacionais de 4 de Novembro está praticamente concluído, pois John McCain [na foto], garantiu a sua nomeação ao vencer todos os actos eleitorais realizados na passada 3.ª feira.

No Partido Republicano, a nomeação conquista-se com 1191 delegados e McCain já conta com 1253 delegados eleitos.

Perante a clara supremacia do senador do Arizona, Mike Huckabee e Ron Paul já desistiram da corrida à nomeação republicana.


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27 fevereiro, 2008

Hillary ainda terá hipóteses?

Depois das vitórias claras do senador Barack Obama [na foto] nas “primárias” democratas do Wisconsin e no caucus do Hawai, respectivamente, com 59% e 76% dos votos, as atenções concentram-se agora nas “eleições primárias” que se vão realizar na próxima 3.ª feira, dia 4, nos Estados do Texas, Ohio, Rhode Island e Vermont.

Em jogo vão estar 370 delegados à Convenção Democrata de Denver: 193 pelo Texas, 141 pelo Ohio, 21 por Rhode Island e 15 pelo Vermont.

Tendo em conta o peso eleitoral do Texas e do Ohio, uma vitória absoluta da senadora Hillary Clinton [na foto] nas “primárias” destes Estados poderia comprometer a vantagem que Obama detém na corrida à nomeação democrata (segundo o Washington Post, neste momento, Obama conta com 1372 delegados e Hillary com 1274).

Contudo, perante a dinâmica da campanha do senador do Illinois e as dificuldades que Hillary tem sentido no terreno (que a obrigaram, nomeadamente, a nomear uma nova directora de campanha), parece-me pouco provável que a corrida democrata sofra um volte-face na próxima 3.ª feira.

Aliás, as sondagens publicadas indicam que Hillary Clinton apenas tem uma posição eleitoral confortável no Estado de Rhode Island.

No Texas, a sondagem da InsiderAdvantage aponta para um empate técnico: Obama 47%, Hillary 46%.

No Ohio, o Rasmussen Reports regista uma ligeira vantagem da ex-primeira-dama: Hillary 48%, Obama 43%.

Em Rhode Island, a sondagem do Rasmussen Reports confirma a liderança de Hillary com 53% (neste estudo Obama fica-se pelos 38% de intenções de voto).

No Vermont, a sondagem publicada pelo Rasmussen Reports dá a Obama 57% e a Hillary apenas 33%.

Entretanto, ambos os candidatos desdobram-se em acções de campanha e em debates televisivos.

Aqui ficam as alegações finais de Barack Obama e Hillary Clinton no debate que ontem se realizou no Ohio:


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15 fevereiro, 2008

Romney apoia McCain

O antigo governador do Estado de Massachusetts, Mitt Romney [na foto], que desistiu da corrida à nomeação republicana há cerca de uma semana, anunciou ontem que vai apoiar a candidatura do senador John McCain.

Por seu turno, o pastor baptista e antigo governador do Arkansas, Mike Huckabee, persiste na sua corrida à investidura, contando actualmente com 242 delegados para a Convenção Republicana de Minneapolis.

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