DISCURSO DIRECTO

15 setembro, 2006

E agora, Sr. Presidente?

A Assembleia Municipal de Azambuja reúne hoje, a partir das 21 horas.

Assim, o presidente da Câmara de Azambuja, Joaquim Ramos, tem pouco mais de 10 horas para tomar uma das seguintes decisões:

- Ou espera pela conclusão do processo de referendo local e adia a votação do concurso público referente ao abastecimento de água e saneamento “em baixa” (que consta da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal)

- Ou força a votação da sua proposta de concurso na Assembleia Municipal de hoje e, dessa forma, abre caminho para que o “negócio das águas” salte do plano político para os tribunais.

Qualquer uma das opções acarreta sérios riscos políticos para Joaquim Ramos e para o Partido Socialista.

Efectivamente, este é um combate que Joaquim Ramos e o PS já perderam.

Se adia, Ramos não cumpre o calendário que a si próprio se impôs. Se houver referendo, Ramos sabe que a derrota da sua posição é quase certa. Se força a votação na Assembleia Municipal, e faz de conta que não há um processo de referendo popular, Ramos conta com uma batalha jurídica (cujo desfecho final desconhece) e tem a certeza de uma forte reacção política por parte do PSD e da população do Concelho de Azambuja.

Por seu lado, o PSD, promotor do processo de referendo popular, tem tudo a ganhar.

Aliás, o líder do PSD/Azambuja, Luis Leandro, demonstrou nestas últimas semanas que a política faz-se de boas causas, mas também com muita sagacidade e inteligência.

Esta noite, Leandro tem a grande oportunidade para mostrar que lidera um PSD forte e firme, mas também responsável.

Se não cair na tentação da demagogia, do populismo inconsequente e da “guerrilha política”, Leandro conquistará em definitivo o respeito dos seus “pares” e demonstrará que o PSD é a única alternativa de poder no Concelho de Azambuja.

É, pois, com muita expectativa que se aguarda pelas intervenções de Joaquim Ramos e de Luis Leandro na Assembleia Municipal de hoje.


 
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